diário aberto


Para Lilian, teve que ser uma história do meu avô cearence. Eu me correspondi por cartas com ele quando era criança. Poucas, mas importantes. Ele faleceu quando eu tinha doze anos e há vinte e dois anos eu guardei sua última carta numa caixinha. Quando casei, me mudando de casa, me reencontrei com ela. 
Tempos depois, Lilian escreveu sobre o avô dela, com quem ela tinha uma ligação especial. Postou uma foto de uma carta de seu avô para ela e me espantou demais sua letra: era muito, muito parecida com a do meu avô.

*

Sua carta é uma resposta à última carta do meu avô, a que eu não mandei para ele. 

(31 de março de 2015)

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