diário aberto


Porque gosto da letra das pessoas, da maneira como a folha enverga se há força sobre a caneta, a dobra feita para caber no envelope; gosto dos selos dispostos no canto direito do envelope, dos envelopes pardos, dos cheiros de papéis. Depois de um mês lançando cartas por aí, começo a receber as respostas. A porta da minha casa me guarda uma surpresa todas as manhãs. No embalo das linhas, acabei escrevendo mais cartas do que o planejado para o livro e agora que voltei a me criar nelas, tenho vontade de me multiplicar em envelopes todos os dias.

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